UMA BREVE HISTÓRIA DO SURF E A PESCA DA TAINHA.
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POR: KIKO BUNGUS

UMA BREVE HISTÓRIA DO SURF E A PESCA DA TAINHA.

Me considero uma testemunha do processo de mudanças na relação entre os pescadores durante a pesca da Tainha e a comunidade do surf, pois comecei a surfar com pranchas de fibra em 79/80 e de isopor ainda antes.


Lembro que naquela época éramos bem poucos surfistas e era comum ajudarmos os pescadores a puxar as redes, o que além de ser muito divertido rendia um quinhão na partilha.


Geralmente ocupávamos apenas um pequeno espaço na extensão da praia e por isso éramos até ignorados pelos pescadores.


Foi a partir do boom que o surf teve ali por 80 e pouco que os ânimos começaram a ficar exaltados e praias antes tranquilas como a Barra da Lagoa, que na época nem tinha o molhe de pedras, passaram a ter uma grande comunidade de surfistas quando as condições estavam boas, já que naquela época a Barra da Lagoa era praticamente uma Guarda do Embaú pra direita, sendo uma das se não a melhor onda da ilha, sempre longa e tubular.


Antes o crowd que se resumia a 15 ou 20 cabeças passou a ter 50 a 100 nos bons dias e isso passou a fugir do controle dos pescadores na hora de fazer o cerco, uma vez que antes era fácil orientar os surfistas pra irem mais pro lado ou saírem da água, mas com 50 a 100 surfistas e uns cabeças de bagre sem respeito no meio, o negócio passou a não funcionar mais e isso começou a acontecer em outras praias também, como Campeche, Ingleses e Santinho.


Daí em diante o diálogo e bom senso acabou e começou a vigorar a lei do bambu e estiva e quem não obedecia se dava mal!


Embora os pescadores ao se unirem e pressionarem políticos a elaborarem a Lei da Pesca da Tainha tenham alegado que os surfistas espantavam os cardumes, o que pode acontecer de forma temporária mas o cardume tende a se reagrupar, na realidade o que acontecia é que em grande número e espalhados pela praia os surfistas atrapalham o cerco e o ato de puxar a rede pra praia, quando os surfistas não tem discernimento que tem que sair do caminho.

UMA BREVE HISTÓRIA DO SURF E A PESCA DA TAINHA.
UMA BREVE HISTÓRIA DO SURF E A PESCA DA TAINHA.

A união dos pescadores e seu inegável poder político, uma vez que tem também grandes famílias, fez com que conseguissem aprovar a lei.


Por outro lado, segundo a Instrução Normativa 171 de 9 de maio de 2008 do IBAMA, criada na tentativa de preservas os estoques e reverter a tendência de colapso da espécie considerada sobre-explorada (excesso de captura), ficou determinado:

Art. 2º Proibir, anualmente, no período de 15 de março a 15 de agosto, a prática de todas as modalidades de pesca, em todas as desembocaduras estuarino-lagunares do litoral das regiões Sudeste e Sul.


§1º Para efeito desta Instrução Normativa, define-se como desembocaduras estuarino-lagunares, as áreas compreendidas a 1.000 m da boca da barra para fora, em direção ao oceano, a 200 m, à montante da boca da barra, para dentro do rio e de 1.000 m de extensão nas margens adjacentes às desembocaduras dos estuários.


Art. 6° Proibir, anualmente, no período de 1º de maio a 30 de julho, no litoral do estado de Santa Catarina, a menos de uma milha náutica (1MN) das praias licenciadas para a prática de arrastão de praia usando canoa a remo, e a menos de 300 m dos costões rochosos, o exercício da pesca com o emprego dos aparelhos e/ou modalidades como:

redes de cerco; captura de isca viva; redes de caça e malha; redes de trolha; redes de emalhar fixas; cercos flutuantes; fisgas; garatéias; farol manual; pesca de espada e tarrafas.


§ 1° A pesca da tainha com arrastão de praia somente poderá ser autorizada para o pescador artesanal, devidamente legalizado, que comprove residência fixa no município onde atua.


§ 2° A proibição de que trata o caput deste artigo não impede que o pescador exerça a pesca nas áreas adjacentes a zona proibida.

Sendo assim me parece fácil resolver o problemas do choque de interesses entre os pescadores e surfistas na época da pesca da tainha, basta que seja respeitado por ambos os lados o zoneamento determinado pela norma do IBAMA e assim ficaria liberada em todas as praias uma área de 300 metros de cada costão pra prática do surf, assim como desembocaduras de rios, áreas essas que deveriam ser claramente delimitadas por boias, função essa a cargo da Capitania dos Portos ou outro órgão equivalente.


Dessa forma resolve-se a situação e ao mesmo tempo dá-se as tainhas a chance de maior sucesso reprodutivo.


Onde falta vontade sobra conflito e violência e tá mais que na hora de quem tem a responsabilidade pela função resolver essa situação.

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