SURFANDO LOBITOS EM TEMPOS DE GUERRA.

POR: KIKO BUNGUS

SURF NA GUERRA – LOBITOS

A alguns dias tive a alegria de encontrar 3 rolos antigos de filme que pedi pro meu filho revelar e desde então estava numa ansiedade danada pra ver o que eles me mostrariam. As fotos avivaram a memória pra mais algumas histórias que eu nem lembrava.

SURFANDO LOBITOS EM TEMPOS DE GUERRA.
SURFANDO LOBITOS EM TEMPOS DE GUERRA.

Na década de 90 eu era um assíduo frequentador das ondas do litoral do Pacífico da América do Sul, entre o Chile e Equador, indo pra cima e pra baixo durante meses, de acordo com o tamanho e direção das ondulações.


Mas entre janeiro de 1995 e outubro de 1998 eclodiu um período especialmente conturbado e bélico na guerra fronteiriça entre Perú e Equador que já durava 200 anos.


Essa guerra tornou a travessia da fronteira entre esses dois países algo muito chato e pra burlarmos os perrengues das longas filas dos postos de checagem militar e de imigração da fronteira nós recorríamos a caminhos usados pelos moradores nativos por dentro de pueblos e usando transportes precários.

Era muito louco, perigoso e emocionante mas ganhávamos um tempo precioso na busca pelas ondas perfeitas.

SURFANDO LOBITOS EM TEMPOS DE GUERRA
SURFANDO LOBITOS EM TEMPOS DE GUERRA

A imersão na realidade daqueles povoados e pessoas sofridos era triste mas conseguíamos levar alguma alegria e distração pra aquela gente com nosso dinheiro e descontração típicos de surfistas irresponsáveis e aventureiros.


Não medíamos esforços pra pegar ondas perfeitas e sem crowd mesmo em áreas de conflito e nessa época conseguíamos surfar ondas como Lobitos, Mâncora, Cabo Blanco e Órganos sem ninguém a não ser nós ou um ou outro nativo mais arrojado.

SURFANDO LOBITOS EM TEMPOS DE GUERRA.

Pra surfar Lobitos a princípio ficávamos em hotéis de Talara e íamos de tuctuc ou algum transporte caindo aos pedaços pela estrada esburacada até Lobitos, em uma viagem de 2 horas, surfávamos e voltávamos, pois diziam que era muito perigoso ficarmos lá, que na época era uma base militar com mais de 10 mil soldados treinando combate e artilharia todos os dias.


Surfávamos ouvindo tiros e as tropas se movimentando, mas logo passamos a ficar acampados junto ao costão próximo ao pico. Era seguro e cômodo, apesar dos tiros.
A princípio os militares nos olhavam com desconfiança mas logo ficamos conhecidos e levávamos encomendas e presentes pra eles, mas mesmo assim não tínhamos autorização pra surfar as ondas de Piscinas ou outros picos dentro das bases militares.


De noite, no breu do céu estrelado do deserto, ao longe podíamos ver e ouvir a luz e barulho de explosões da artilharia em alguns combates ou treinamentos noturnos.
Foram tempos muito intensos e a vida de hoje parece se arrastar em câmera lenta, então só tenho a agradecer ter sobrevivido e vivido aqueles dias e agora poder contar.

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