SURF TOUR PRA APERREADOS OU PORQUE AS EMPRESAS AÉREAS PASSARAM A COBRAR PELAS PRANCHAS DE SURF.

POR: KIKO BUNGUS

SURF TOUR PRA APERREADOS OU PORQUE AS EMPRESAS AÉREAS PASSARAM A COBRAR PELAS PRANCHAS DE SURF.

Pra quem imagina que a vida de surfistas profissionais e free surfers sempre foi esse glamour que vemos hoje está muito enganado!


Se acham que agora as passagens aéreas estão caras, precisavam ver como era pra viajar de avião a uns 25 anos ou mais.


Uma passagem pra América do Sul ficava em torno de U$ 1500,00, pra América Central U$ 2000,00, pra Europa uns U$ 3000,00 e pra Ásia ou Oceania era quase o preço de um rim em ótimas condições.


Tá certo que os serviços eram bem melhores que agora e havia muito mais conforto e espaço nos assentos, a comida era variada, servida quente em pratos de porcelana e com talheres de metal, não havia restrição pras bebidas e comidas oferecidas, os voos não eram tão lotados e podíamos levar até 2 volumes de 35 Kg, fora as bagagens de mão.

SURF TOUR PRA APERREADOS OU PORQUE AS EMPRESAS AÉREAS PASSARAM A COBRAR PELAS PRANCHAS DE SURF.
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Surfistas não abastados tinham que se virar como dava pra juntar grana suficiente pra poderem viajar e se bancar, por isso ser muambeiro era uma das formas mais fáceis de conseguir ganhar um extra, tanto na ida quanto na volta.

Mas pra isso tinha que ter certo tino comercial e o cara só dava alguma dica boa pra amigos muito próximos, e desde que prometessem segredo.


Muito antes da situação de agora, quando surfistas profissionais brasileiros que correm o tour ganham milhões em patrocínios e vivem como estrelas, os surfistas profissionais daquela época passavam um perrengue danado.


Nessa época conheci caras que “muambavam” de tudo, de coisas legais a ilegais, e também conheci surfistas profissionais que usavam diversas táticas pra se bancarem.

Uma delas era engenhosa mas muito anti ética pra conseguirem dinheiro pra competir em campeonatos pelo mundo.


Antes de saírem do Brasil rumo a perna europeia eles compravam 4 a 5 pranchas semi novas quebradas ao meio baratinho, colocavam na capa bem embaladas pra viagem e ao chegarem no aeroporto de destino na Europa, normalmente em Madri, Lisboa ou Paris, pegavam a capa das pranchas como pra conferir o estado delas e depois, mostrando muita indignação, cobravam das companhias aéreas pelas pranchas quebradas.


Na época as companhias aéreas apenas exigiam do passageiro que levasse pra eles pelo menos 1 orçamento do custo das pranchas em uma surf shop pra pagarem o prejuízo.

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Sendo assim o surfista profissional “malandrão” ia até uma surf shop de bacana, via o preços das pranchas mais caras de lá, que ficavam em torno de U$ 600,00 cada, fazia um orçamento e levava pra empresa aérea, que pagava o valor cheio sem contestar, já que elas também tinham seguro de bagagem e a seguradora pagaria pra eles.


Normalmente esses surfistas profissionais viajavam em grupos de 3 ou 4 e enquanto uns 2 faziam o esquema, o 3º e o 4º levavam 3 pranchas extras cada pro uso dos “espertinhos” nas etapas de surf seguintes.


Sendo assim os “espertinhos” pegavam o dinheiro que recebiam da indenização das 4 ou 5 pranchas e aproveitavam pra comprar na Europa um bilhete ROUND TRIP ou AROUND THE WORD, que dava direito a 5 destinos em 5 continentes diferentes, pagando a mixaria de uns U$ 1500,00, tendo a condição de usar o bilhete em 12 meses.

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Dessa forma esses surfistas profissionais conseguiam, além da passagem pra correr as etapas mais importantes do surf tour, também terem algum dinheiro pra se bancar por um bom tempo, até conseguirem dar outro migué ou descolar alguma outra fonte de renda.

O problema é que alguns não conseguiram guardar segredo, a prática se disseminou e acabou culminando na decisão das empresas de cobrarem pelas pranchas, já que algumas seguradoras passaram a se recusar a segurar equipamentos frágeis e caros.

Com isso todos os surfistas acabaram se ferrando pela prática desonesta de alguns poucos.
Assim é no surf como é na sociedade, os bons acabam pagando pelos maus.

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