O DIA QUE TOM CARROL COVER BANCOU A NIGHT DA RAÇA

Por: Kiko Bungus

A night de Bali é uma babilônia onde se encontra gente do mundo todo e a diversão é garantida naqueles dias onde o swell passa longe e o flat deixa o surfista enfadado.
Embora seja uma tentação até trocar o surf pela diversão noturna, se deve ter muito cuidado com as inúmeras armadilhas que são armadas pra pegar turistas desavisados.
Nesse dia em questão eu estava apresentando o vigor da noite balinesa pra meu amigo e atleta da firma Fabiano Piruca Godinho que estava lá pela 1ª vez e curioso pra conhecer tudo.

O DIA QUE TOM CARROL COVER BANCOU A NIGHT DA RAÇA..Tom Carrol cover usando Iguana Surfboards, Surf Service e Supplies

Ficamos um tempo ali pertinho do The Bounty, jogando sinuca e tomando Jungle Juice pro esquenta e esperando a coisa ficar boa.
Depois de 2 Jungles cada um e perto das 23:00 a coisa já tava animada e partimos pra diversão.
Lá dentro da night a coisa fervia ao som de eletrônico e o chão chacoalhava enquanto o ar parecia pulsar com a música bombando. A todo momento encontrávamos amigos e a noite parecia uma criancinha chamando pra brincar.
Ali pelas tantas eu já tava muito doido dançando lá em cima do palco quando olhei pra pista e da minha vista privilegiada vi o Piruca sendo assediado por pessoas que traziam cervejas pra ele e pediam pra tirar fotos. Eu achei aquilo muito curioso e não entendia, mas aí ele me chamou de canto, me deu umas cervejas e disse que os estrangeiros estavam achando que ele era o Tom Carrol.
Embora ele mal falace inglês e se virasse com o yes e no, a galera, principalmente australianos, estavam muito empolgados com a presença de alguém tão “ilustre” lá. O geladal de graça corria solto e eu não aguentava mais tomar tanta cerveja, então ia repassando pros camaradas próximos.
A gente se divertia vendo aquela fila de gente querendo tirar fotos com o Piruca, que parecia um astro hollywoodiano, enquanto ele fingia ouvir atentamente o que diziam e gesticulava e falava yes, yes, ou no, no. Ilário!
Quanto mais pessoas vinham assediá-lo querendo tirar fotos mais pessoas se aglomeravam pra ver quem ele era e até brasileiros vinham me perguntar se ele era o Tom mesmo ou não. Nessas alturas ele já era o “No” Carrol pra gente e eu era praticamente o secretário de assuntos aleatórios e segurador oficial de cervejas e afins.

O DIA QUE TOM CARROL COVER BANCOU A NIGHT DA RAÇA
Sei que em um dado momento eu já tava dentro da gaiola vendo o mundo girar e sabia que o caminho pro bukit e pra nossa pousada em Uluwatu era longo, então me esforcei pra descer e avisar o Piruca que era hora do show acabar e irmos embora antes que o bicho pegasse lá fora e a bandidagem dominasse a “rota de fuga”.
Foi duro pra ele deixar todo aquele glamour e partir mas pegamos as motocas e tocamos, afinal a noite de Bali sempre estará lá esperando a não ser que se perca a hora e a noção do perigo, já que depois das 05:00 a Babilônia vira a porta do inferno e é facinho se perder.

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