Por: Kiko Bungus

Em Bali, lá entre os anos 90 e 2000 a maior parte da brasileirada, especialmente a galera aqui de Floripa, ficava concentrada na região de Kuta, mais especificamente na Prince Legian, uma rua transversal da famosa Legian.

Por ali haviam diversas opções de hotéis com ótima infra estrutura, comida e preços que eram verdadeiras pechinchas, assim como muitas opções de restaurantes e locais pra se divertir, além das inúmeras valas pro surf com ótimas ondas na praia de Kuta na maré enchendo, quando o swell estava pequeno pras ondas do Bukit.

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Sendo assim a Prince Legian era praticamente uma extensão de Floripa em Bali e seus hotéis praticamente “repúblicas manézinhas”.

Nessa ocasião eu estava hospedado no Hotel Prince of Legian com mais uma pá de amigos e os dias seguiam meio arrastados pelo calor intenso e ondas pequenas, então pra fugir da mesmice e marasmo eu e meu amigo Tadashi da Joaca resolvemos variar e irmos jantar no Mioshi, um dos melhores restaurantes japoneses de Bali naquela época, mas nem por isso era caro, muito pelo contrário. Por uma barca com 150 peças se pagava algo como U$ 12,00, o que era absurdamente barato e convidativo! Tadashi comia lá com frequência!

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O Mioshi era um restaurante tradicionalíssimo, daqueles que se deixava os calçados na porta e só existiam aquelas mesas baixinhas, sem cadeiras.

Sentamos, pedimos nossa barca e ficamos lá devorando a iguaria como típicos surfistas esfomeados. Não lembro se apenas uma foi suficiente mas sei que ficamos satisfeitos e mesmo o restaurante sendo muito confortável e acolhedor, o frescor da piscina depois daquele banquete parecia algo irresistível.

Conta paga começamos a sair quando nos deparamos com uma deusa entrando pela porta. Parecia uma Pocahontas com traços orientais e quase um metro e oitenta de pura beleza exótica.

A gente quase babou na mulher e ficamos praticamente hipnotizados pela beleza dela, tanto que nem percebemos um baixinho chegando logo depois com uma cara bicuda de poucos amigos.

O cara nos encarou feio, apressou o passo e pegou na mão dela, assim como que dizendo que ela era dele e ninguém tasca.

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Só então reparamos bem na cara do sujeito, aquele cabelo curto quase careca, aquela cabeça redonda e ar franzino e sacamos que era nosso ídolo mor o Kelly Slater.

Putz, que pisada! A 1ª vez que eu via o cara assim pessoalmente e tão perto e agora não tinha nem clima pra pedir um autógrafo pra ele.

Eu e o Tadashi nos olhamos, demos mais uma olhada pra ele pra ter certeza, que continuava nos encarando, e saímos de fininho.

No caminho pro hotel demos boas gargalhadas com o acontecido mas chegando lá ninguém levou muita fé no que contamos, mesmo assim é uma coisa daquelas que ficam meio esquecidas num cantinho da memória mas uma hora brotam pra divertir os neurônios.
Lembre-se de admirar o belo mas sem nunca perder o respeito.

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