As peruanas fizeram história em Pichilemu com Anali sendo a primeira a conquistar duas vitórias em Punta de Lobos e Daniella Rosas sendo a mais jovem campeã sul-americana

As peruanas ganharam tudo e fizeram história no Maui and Sons Pichilemu Women´s Pro by Royal Guard, encerrado no domingo de boas ondas em Punta de Lobos, no Sul do Chile. No sábado, Daniella Rosas se tornou a mais jovem campeã sul-americana da WSL Latin America, com apenas 17 anos. E Anali Gomez é a primeira bicampeã nos seis anos da etapa do WSL Qualifying Series feminino mais tradicional da América do Sul. “La Negra” é a única que já tem três títulos sul-americanos e conquistou sua segunda vitória em Pichilemu, na onda que surfou nos últimos minutos da final contra Freya Prumm. A australiana repetiu o vice-campeonato de 2017, quando também perdeu o título para a costa-ricense Leilani McGonagle.

Leilani McGonagle-CRI
(Foto: Luis Barra)
Anali Gomez
(Foto: Luis Barra)

“Estou um pouco cansada porque foi um dia longo, intenso, mas foi bom que as ondas subiram neste último dia e estou feliz por conseguir outra vitória aqui nesse evento incrível”, disse Anali Gomez. “Quero agradecer e parabenizar a Trini (Trinidad Segura, uma das organizadoras do evento) e todos os patrocinadores, por fazerem esse grande campeonato. A final foi difícil, porque a Freya (Prumm) surfa com uma força alucinante e nós estávamos tentando conseguir notas mais altas, então fizemos o que foi possível. A gente tem que acreditar até o fim e, felizmente, veio aquela onda para mim e eu não poderia perder a chance, então estou muito feliz e quero dedicar essa vitória para o Peru e a todos que sempre me apoiam”.

A decisão da sexta edição do Maui and Sons Pichilemu Women´s Pro reuniu as finalistas nos dois últimos anos do QS 1500 do Chile, a vice-campeã de 2017, Freya Prumm, e a defensora do título, Anali Gomez. A peruana contava com o apoio de toda a torcida que encheu a praia no domingo de Sol e com as melhores ondas dos três dias da etapa do WSL Qualifying Series feminino mais antiga da América do Sul, com séries de 3-5 pés em Punta de Lobos.

Anali Gomez
(Foto: Luis Barra)
Freya Prumm-AUS
(Foto: Luis Barra)

As duas escolheram posicionamentos diferentes na bateria final, com 35 minutos de duração. A peruana remou mais para o fundo, a australiana sentou mais embaixo do pico e foi Anali Gomez quem pegou a primeira onda. “La Negra” conseguiu fazer algumas manobras de frontside, que valeram nota 3,50. Freya Prumm tentou ser mais vertical com seu backside na primeira esquerda que pegou e largou na frente com 4,25. Anali logo pegou outra, que rendeu duas manobras apenas, mas que a colocou em primeiro lugar com o 2,90 recebido.

A australiana fez uma escolha melhor da sua segunda onda, que abriu mais parede para ela mandar algumas batidas e rasgadas de backside, para retomar a ponta com nota 3,25. A disputa do título prosseguiu assim, quase onda a onda, com ambas tentando melhorar suas notas a cada chance de surfar as esquerdas de Punta de Lobos. A peruana chegou a igualar a pontuação de Freya Prumm quando a bateria chegou aos 10 minutos do fim. Mas, a australiana permaneceu na frente por ter a maior nota, 4,25 contra 4,00.

Anali Gomez
(Foto: Pablo Jimenez)

Anali ficou precisando de 3,51 para vencer e falhou na primeira tentativa. Freya ainda aumentou a vantagem para 4,21 pontos, com o 3,95 que conseguiu depois. Mas, quando restavam 2 minutos, a peruana enfim achou uma onda boa e arriscou tudo, atacando os pontos mais críticos com fortes batidas e rasgadas abrindo grandes leques de água, ficando a expectativa pela nota dos juízes. A bateria terminou e foi anunciada nota 5,75 para Anali Gomez festejar o primeiro bicampeonato nos seis anos de história do Maui and Sons Pichilemu Women´s Pro by Royal Guard, com a terceira vitória peruana no Chile.

“As ondas melhoraram bastante hoje (domingo), mas ainda assim estava difícil de achar as boas, então fico feliz pelo resultado, apesar de ter chegado tão perto da minha primeira vitória aqui”, disse Freya Prumm. “Quero parabenizar a Anali (Gomez) e todas as meninas que competiram neste evento e espero voltar mais vezes para tentar o título. Agradeço aos patrocinadores do evento e ao meu namorado, que está aqui sempre me apoiando e me ajudando a evoluir. Os pontos daqui são muito importantes para mim no QS e obrigado a todos que vieram a praia assistir o campeonato, que foi incrível mais uma vez”.

Nas semifinais, a australiana ganhou a primeira vaga para a decisão do título, derrotando a grande surpresa do Maui and Sons Pichilemu Women´s Pro esse ano, Ella McCaffray. A jovem californiana só tinha participado de uma etapa do WSL Qualifying Series em 2019 e sido vice-campeã no QS 1000 da Carolina do Norte, Estados Unidos. No domingo, McCaffray ganhou a melhor bateria do último dia, contra a costa-ricense Leilani McGonagle, campeã do QS 1500 do Chile em 2017 e que tentava chegar em sua quarta final consecutiva em Pichilemu.

Ella McCaffray-EUA
(Foto: Luis Barra)

Mesmo com a maior nota, 7,75, Leilani foi derrotada por 14,15 a 14,00 pontos na soma das duas ondas computadas. Freya Prumm também surfou bem no segundo confronto das quartas de final, conseguindo a maior nota do dia, 8,00, contra a alemã Camilla Kemp. Depois, as sul-americanas despacharam as duas portuguesas que se classificaram para o domingo. Foram duas baterias bem disputadas, com Anali Gomez superando Carol Henrique por 9,75 a 8,35 pontos e a argentina Josefina Ané batendo Yolanda Hopkins por 11,00 a 10,75.

Josefina Ane-ARG
(Foto: Luis Barra)

SEMIFINAL SUL-AMERICANA – Nas semifinais, já não tinham tantas ondas boas como quando o último dia foi iniciado, às 10h00. Freya Prumm ganhou a primeira vaga na final, somando notas 4,25 e 4,00 no placar de 8,25 a 7,45 pontos da californiana Ella McCaffray. E na semifinal sul-americana, Josefina Ané liderou quase todo o confronto, até Anali Gomez tirar notas 5,50 e 6,00 em duas ondas seguidas, para vencer por 11,50 a 8,50 pontos. Josefina Ané e Ella McCaffray dividiram o terceiro lugar no Maui and Sons Pichilemu Women´s Pro.

Na decisão do título, Anali também conquistou o inédito bicampeonato na última onda que surfou, não perdendo nenhuma bateria nas esquerdas de Punta de Lobos, desde a sua vitória na final do ano passado. Na segunda fase, competiu junto com Daniella Rosas, que terminou em último na bateria. No entanto, sua última concorrente, a chilena Lorena Fica, também perdeu no confronto seguinte e Daniella se sagrou campeã sul-americana de 2019.

CAMPEÕES SUL-AMERICANOS – O Maui and Sons Pichilemu Women´s Pro by Royal Guard decidiu o último título da WSL Latin America em 2019, com Daniella Rosas igualando o número de troféus do Peru com os do Brasil nesta temporada. Cada país ganhou três títulos sul-americanos, dividindo as conquistas de cada categoria. O Brasil ganhou o principal título masculino com o saquaremense João Chianca e os femininos, com a catarinense Tainá Hinckel sendo bicampeã Pro Junior entre os surfistas com até 18 anos de idade, e a carioca Chloé Calmon festejando o primeiro dela no Longboard.

Os peruanos já tinham feito história com dois títulos masculinos, com Piccolo Clemente se tornando tetracampeão no Longboard e Raul Ríos conquistando o primeiro troféu de campeão sul-americano Pro Junior para o seu país, acabando com uma hegemonia do Brasil na categoria masculina. Agora, Daniella Rosas também consegue um feito histórico no Chile, ao ser a mais jovem campeã do principal título sul-americano da WSL Latin America, com 17 anos.

Pódio das finalistas
(Foto: Max Petit Breuilh)

“Eu só tenho que agradecer a todos que organizam esse evento nesse lugar incrível e parabenizar todas as meninas que competiram aqui. Estou muito feliz por ser campeã sul-americana profissional, que era um sonho para mim. Agradeço a todos vocês do Chile e obrigado Pichilemu, que agora passa a fazer parte da minha história”, disse Daniella Rosas, após receber seu troféu de campeã sul-americana de 2019 no pódio em Pichilemu.

Daniella Rosas-PER
(Foto: Luis Barra)

Mais informações, notícias, fotos, vídeos e todos os resultados do QS 1500 Maui and Sons Pichilemu Women´s Pro by Royal Guard podem ser acessadas na página da etapa chilena clicando em “Events” na barra superior do www.worldsurfleague.com

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João Carvalho – WSL Latin America Media Manager

(48) 999-882-986 – jcarvalho@worldsurfleague.com

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CAMPEÃS DO MAUI AND SONS PICHILEMU PRO NO CHILE:

2019: Anali Gomez (PER) derrotou Freya Prumm (AUS) na final

2018: Anali Gomez (PER) derrotou Leilani McGonagle (CRI)

2017: Leilani McGonagle (CRI) derrotou Freya Prumm (AUS)

2016: Sofia Mulanovich (PER) derrotou Leilani McGonagle (CRI)

2015: Alessa Quizon (HAV) derrotou Sofia Mulanovich (PER)

2014: Dax McGill (HAV) derrotou Josefina Ané (ARG)

RESULTADOS DO DOMINGO NO MAUI AND SONS PICHILEMU PRO:

Bicampeã: Anali Gomez (PER) por 9,75 pontos (5,75+4,00) – 1.500 pontos no QS e 1.000 no Sul-americano

Vice-campeã: Freya Prumm (AUS) com 8,20 pontos (4,25+3,95) – 1.200 pontos no QS

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 975 pts no QS e 560 no Sul-americano:

1.a: Freya Prumm (AUS) 8.25 x 7.45 Ella McCaffray (EUA)

2.a: Anali Gomez (PER) 11.50 x 8.50 Josefina Ané (ARG)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 750 pts no QS e 420 no Sul-americano:

1.a: Ella McCaffray (EUA) 14.15 x 14.00 Leilani McGonagle (CRI)

2.a: Freya Prumm (AUS) 12.40 x 9.75 Camilla Kemp (EUA)

3.a: Anali Gomez (PER) 9.75 x 8.35 Carol Henrique (PRT)

4.a: Josefina Ané (ARG) 11.00 x 10.75 Yolanda Hopkins (PRT)

TOP-10 DO RANKING DA WSL LATIN AMERICA 2019 – 3 etapas:

Campeã: Daniella Rosas (PER) – 1.560 pontos

02: Lorena Fica (CHL) – 1.230

03: Anali Gomez (PER) – 1.200

04: Josefina Ané (ARG) – 1.025

05: Dominic Barona (EQU) – 860

06: Tainá Hinckel (BRA) – 840

07: Julia Duarte (BRA) – 780

08: Lucia Cosoleto (ARG) – 765

09: Lucia Indurain (ARG) – 720

10: Catalina Mercere (ARG) – 585

——-ranking completo no link:

https://www.worldsurfleague.com/athletes/tour/wqs?regionId=8&year=2019

CAMPEÃS SUL-AMERICANAS DA WSL LATIN AMERICA:

2019: Daniella Rosas (PER)

2018: Dominic Barona (EQU) bicampeã

2017: Anali Gomez (PER) tricampeã

2016: Nathalie Martins (BRA)

2015: Sofia Mulanovich (PER) bicampeã

2014: Jacqueline Silva (BRA)

2013: Anali Gomez (PER) bicampeã

2012: Sofia Mulanovich (PER)

2011: Dominic Barona (EQU)

2010: Anali Gomez (PER)

2009: Taís de Almeida (BRA)

2008: Silvana Lima (BRA) bicampeã

2007: Silvana Lima (BRA)

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SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – A World Surf League (WSL) tem como objetivo celebrar o melhor surfe do mundo nas melhores ondas do mundo, através das melhores plataformas de audiência. A Liga Mundial de Surf, com sede em Santa Mônica, na Califórnia, atua em todo o globo terrestre, com escritórios regionais na Austrália, África, América do Norte, América Latina, Havaí, Europa e Japão.

A WSL vem promovendo os melhores campeonatos do mundo desde 1976, realizando mais de 230 eventos globais masculinos e femininos no ano para definir os campeões mundiais do World Surf League Championship Tour, Big Wave Tour, Redbull Airborne, Qualifying Series e das categorias Junior e Longboard, além do WSL Big Wave Awards. A Liga tem especial atenção para a rica herança do esporte, enquanto incentiva a progressão, inovação e desempenho nos mais altos níveis, para coroar os campeões de todas as divisões do Circuito Mundial.

Os principais campeonatos de surf do mundo são transmitidos ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo grátis da WSL. A World Surf League é pioneira em streaming online para uma enorme legião de fãs apaixonados e interessados em ver as grandes estrelas, como Kelly Slater, Stephanie Gilmore, John John Florence e muitos brasileiros, como Gabriel Medina, Adriano de Souza, Filipe Toledo, Italo Ferreira, Silvana Lima, Tatiana Weston-Webb, competindo no campo de jogo mais dinâmico e imprevisível de todos os esportes no mundo.

Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com.

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