A BATERIA DA MORTE! SURF NO MORRO DAS PEDRAS
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POR: KIKO BUNGUS

A BATERIA DA MORTE! SURF NO MORRO DAS PEDRAS

Devia ser 87 ou 88, fomos cedão pra praia como de costume nos fins de semana e quando chegamos no Morro das Pedras o visual tava incrível.

Embora tivesse uma névoa baixa, dava pra ver as linhas de direitas perfeitas vindo lá detrás do costão como eu nunca tinha visto antes, a uns 100 ou 200 metros lá pra fora.


Estacionamos o carro e estávamos nos preparando pra cair quando uns camaradas que tinham chego antes disseram que não ia dar pra surfar ali porque ia ter um campeonato da associação e o surf ia ser só pros competidores.

A BATERIA DA MORTE! SURF NO MORRO DAS PEDRAS
A BATERIA DA MORTE! SURF NO MORRO DAS PEDRAS

Pô, logo no dia que eu estrearia minha prancha nova, uma Costa Sul com uma pintura alucinante que eu tinha acabado de pegar com o Rosano lá na fábrica na Mauro Ramos.

Fazíamos nossas pranchas Troops na época mas só pranchas brancas, já que pintores eram disputados a tapa pelas fábricas, então fiz essa pintada pelo Osmarino lá com o Rosano, e embora não tenha ficado exatamente como eu queria, ficou ainda melhor!


A gente se preparava pra ir embora quando a raça começou a colocar pilha pra eu correr, que eu tava no rip, a prancha era boa e eu me jogava em mar grande.


Eu nunca tinha corrido nenhuma bateria na minha vida, a prancha era nova e embora fosse uma nave eu nunca tinha surfado com ela, então seria arriscado por ela na água.

Tentei arranjar uma prancha maior emprestada mas a galera só tava com pranchas menores.

Então pra pular fora eu disse que tava sem grana pra inscrição, mas aí a galera pegou a grana na minha carteira, deu mais uma grana e me fizeram ir lá me inscrever.

Parecia que tavam querendo ver eu me foder de qualquer maneira, como todo amigo né?

A BATERIA DA MORTE! SURF NO MORRO DAS PEDRAS
A BATERIA DA MORTE! SURF NO MORRO DAS PEDRAS

Naquele tempo os campeonatos das associações eram uma panelinha danada e os juízes locais sempre beneficiavam os surfistas locais, sendo quase impossível um surfista de outra praia ganhar um campeonato, a não ser que surfasse muito mais que qualquer outro, e olhe lá.

Eu não tinha a menor chance mas a intenção era só ver qualé.


Cheguei lá no palanque e a galera tava numa algazarra danada tentando se organizar.

Quase não tinha inscritos porque o mar tava bonito mas grandão e poucos tinham pranchas pra encarar ou disposição.


Acho que o Guilherme Coloninha tava na função da inscrição e assim que me inscrevi estacionou a Kombi da Mar Cristal do Marcello com a logozona na lateral e desceu uma galera dela pro campeonato.

Em pouco tempo algumas baterias tinham inscritos suficientes e podiam ir pra água.


Chegou a minha, peguei a Lycra, fiz um aquecimento migué e tentava conter a ansiedade, a palpitação e a dor de barriga enquanto me arrependia de ter me deixado colocar naquela situação.

A cada série o mar ficava ainda maior.
Lembro que o Torrado foi o primeiro a ir e já saiu remando como uma lancha turbinada pelo canal, foi mais alguém atrás e eu por último.

Eu remava rápido e tentava manter uma distância de segurança pra não me embolar em caso de série na cabeça, mas abri muito pra esquerda e peguei uma corrente mais forte que me levou rápido lá pra frente do Hotel.

Consegui ver o Torrado pegar a 1ª onda que ele desceu, veio lincando pedaladas e manobras numa parede longa e quase me esqueci que eu ainda não tinha acabado de varar a rebentação depois de furar trocentas ondas e passei no limite outra série depois da distração.

Quando finalmente cheguei no out side eu já tava lá nas Areias do Campeche, as ondas que chegavam fechavam direto e a corrente continuava a levar mais pro Campeche.

A BATERIA DA MORTE! SURF NO MORRO DAS PEDRAS
A BATERIA DA MORTE! SURF NO MORRO DAS PEDRAS

Eu queria sair do mar mas não queria arriscar quebrar a prancha na fechadeira, então quando eu já tava quase na frente do Palanque do Campeche, veio uma esquerda abrindo e fui nela como um míssel.

Consegui pisar na areia na frente do Palanque e tive que caminhar tudo de volta até o Morrão.


Cheguei na área do campeonato e os caras tavam putos comigo, achando que eu tinha morrido ou ido embora com a lycra.

Eu tava morto mesmo, mas ainda respirando.

Claro que eu perdi de primeira e fui eliminado.


Fui procurar a galera e fiquei sabendo que eles tinham ido pras direitas do Campeche achando que eu sairia por lá, e onde tinha altas ondas.

Putaqueospariu, tive que voltar andando lá pro Campeche pra encontrar a galera, cheguei lá todo assado e ainda mais morto mas a tempo de encontrar eles, descansar e depois fazer a cabeça nas direitas.


Foi uma 1ª bateria de lascar, depois corri outras em outros campeonatos, em alguns me dei bem e nunca mais passei um sufoco tão grande numa bateria, mas também nunca mais fui tolo de ir na pilha da raça.

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