24 HORAS DE GISLAYNE, O RETORNO.

POR: KIKO BUNGUS

24 HORAS DE GISLAYNE, O RETORNO.

Eu ainda me recuperava do trauma físico e mental das 24 horas de Gislayne e tomava café da manhã com o China (China Glass) enquanto decidíamos em que vala cair pra pegar umas merrecas quando chegaram na pousada os nossos amigos Kxot e Pinho (Guarda) num jeep nos falando que estavam partindo pra uma aventura fenomenal.

A ideia deles era partir de Bali rumo a Sumatra numa jornada épica, de carro, atravessando ilha pra ilha de ferry e conhecendo cada recanto das ilhas de carro. Pra mim e pro China a aventura parecia um tanto arriscada e megalomaníaca, mas grandes aventuras são feitas de risco e megalomania, então tudo bem! Desejamos boa sorte, demos uns conselhos e vimos eles partirem eufóricos.


Dois dias depois reaparecem Kxot e Pinho com ar desanimado e Pinho com a cabeça toda enfaixada. No 1º surf em G-Land, que foi o 1º pico que pararam, Pinho deu com a cabeça na bancada e levou vários pontos. Tiveram que retornar.

Eu entendia totalmente o que passava na cabeça do Kxa, com a frustração carcomindo por dentro, ainda mais que ele falou que G-land tava épico!

24 HORAS DE GISLAYNE, O RETORNO.
24 HORAS DE GISLAYNE, O RETORNO.

Foi o suficiente pra começarmos a planejar nosso retorno a G-land. Foi então que apareceram o Betinho e o Bart pra se juntarem a barca.

Eles tinham alugado uma nave, um Mitsubishi modelo Kuda que dava vontade de morar dentro.

A barca dos sonhos! Barca pronta, partimos pras famigeradas 12 horas de trajeto até as ondas de G-land, mas com aquele carro não seria nenhuma tortura!

A estratégia era surfarmos durante o dia e voltarmos pra um pequeno povoado na entrada do parque pra dormirmos e assim gastaríamos uma merreca, bem menos que nos surf camps.

Já tínhamos passado do ponto onde ficava o famigerado surf camp migué dentro do Parque Nacional de Alas Purno, no oeste de Java, e seguimos a nova estrada sendo construída no caminho pros surf camps de G-land quando deparamos com uma cancela, seria o fim da linha?

Ao lado ficava um barraco de palha e piso de chão batido que servia comida aos peões que trabalhavam na estrada.

O encarregado, com cara de poucos amigos, falou que dali não poderíamos passar.

Bom, já que estávamos ali, saímos do carro e fomos ver se tinha algo pra comer naquela birosca.

Eu, que tenho estômago de javali já fui pedindo um café, mais alguém pediu também enquanto outros procuravam por algo comestível entre as bolachas, nisso o barraco foi se enchendo de peões curiosos e por fim já parecíamos enturmados, dando risada com a galera e distribuindo uns presentinhos.

Com isso ganhamos passagem livre e tocamos viagem.

24 HORAS DE GISLAYNE, O RETORNO.
24 HORAS DE GISLAYNE, O RETORNO.

Uns Km a frente a estrada acabou, mas já dava pra ver a estrutura dos surf camps na ponta de G-land e as ondas lambendo a bancada.

Como sempre tava show! Estacionamos o carro num mocó da trilha e fomos surfar no pico, caminhando pela praia.


Surfamos umas 3 horas praticamente sozinhos e com ondas beirando 6′ de gala. Mas aí a fome bateu e lembramos que o carro tava longe.

Se aparecêssemos em algum surf camp iriam perguntar onde estávamos e poderíamos ser expulsos, então, “espertos que somos” decidimos comer no Jungle, que na época era o mais longe do pico e mentir que estávamos no Bobby’s mas que estávamos cansados pra voltar então comeríamos e beberíamos ali.

Já tínhamos comido e ríamos com a galera do surf camp quando chegou o administrador do parque.

Fomos dedurados! Ele disse que não poderíamos estar ali e blábláblá, mas ele já me conhecia da famigerada 1ª barca pra Gislayne, pois tinha ajudado a resolver a pendenga com o javanês picareta que nos enganou.

Com isso ele nos aliviou, deixando dar mais um surf, mas que deveríamos ir embora depois.

24 HORAS DE GISLAYNE, O RETORNO.
24 HORAS DE GISLAYNE, O RETORNO.

Corremos pra água e pensávamos como fazer pra não precisar ir embora, mas a essa altura o bafafá nos surf camps já era grande porque tínhamos quebrado as regras e isso não poderia se repetir.

Que merda que fizemos!
Voltando pro carro na floresta ainda fomos surpreendidos por um bando de macacos, alguns deles quase do nosso tamanho (machos alfa) com dentes de 10 cm que não deixavam a gente passar.

Tava anoitecendo, os mosquitos aparecendo e aquele monte de macacos entre nós e o carro e sem sinal de deixarem a gente passar.

Os deuses estavam contra nós! Ficamos medindo força com os macacos até que eles se cansaram de nós e foram embora.

Aliviados e exaustos entramos no carro e seguimos viagem. Voltamos pra Bali com mais histórias e embora um pouco tristes pela partida prematura, estávamos de cabeça feita.

Chegamos em Bali junto com um novo swell e foi só alegria, ainda mais que a travessia de Java pra Bali no ferry foi uma experiência aterrorizante de quase morte, mas aí já é outra história.

DICA DE LEITURA IN PARADISE

IN PARADISE LOJA

🌴Acesse: http://inparadise.com.br
🌴Entre pro nosso Grupo de Boletim das Ondas do Telegram: https://t.me/inparadisesurfgrupo
🌴Canal Telegram: https://t.me/inparadise
🌴Siga-nos no Instagram: https://www.instagram.com/inparadise_site/
🌴Facebook: https://www.facebook.com/siteinparadise/
🌴Twitter: https://twitter.com/SiteInParadise
🌴Pinterest: https://br.pinterest.com/inparadisebr/

🌴You Tube: https://www.youtube.com/Siteinparadise

BAIXE NOSSO APP E FIQUE LIGADO EM TUDO QUE ACONTECE POR AQUI!

Confira mais promoções no In Paradise! Clique aqui!
IN PARADISE RADIO! OUÇA SEM MODERAÇÃO! CLIQUE AQUI!

In Paradise é um site de variedades e estilo de vida, voltado aos esportes, cultura e meio ambiente. Desde sua fundação em Abril de 2013, vem conquistando novos internautas apaixonados por esse nicho a cada dia. Esses internautas são homens e mulheres espalhados pelo mundo, que gostam de estar sempre antenados nas novidades e de experimentar coisas novas e divertidas.

Somos apaixonados por esportes, cultura, meio ambiente, moda, designer, fotografia, gastronomia e tudo que existe por ai de mais criativo.

Além disso, o In Paradise tem um layout amigável e integrado com as principais redes sociais interativas. O site se conecta com seus leitores por meio de um editorial relevante e original, construindo uma relação fiel de parceria com seu público.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.